Diferentemente de seu antecessor, Juan Manuel Santos olha além dos EUA como aliado e se aproxima de latinoamericanos e asiáticos
Seu ministro das Relações Exteriores deu a volta ao mundo nos sete meses de presidência de Santos visitando lugares como o Camboja, mas passou longe de Washington.
Além disso, em uma reconciliação que surpreendeu muitos latinoamericanos, Santos agora é tão amigável em relação ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, que no ano passado o acusou de conspirar para assassiná-lo, mas que comumente o chama de "o meu novo melhor amigo".
Foto: Getty Images
Juan Manuel Santos não descarta aliança americana, mas se volta mais a parceiros regionais do que o antecessor Álvaro Uribe (24/9/2010)
Mas ele também destacou uma mudança notável na política externa do país, na qual a Colômbia está mudando seu foco dos Estados Unidos para a Ásia, reparando laços com Venezuela e Equador e adotando uma postura mais comedida dentro da América Latina, o que representa um contraste gritante com o estilo beligerante de seu antecessor conservador, Álvaro Uribe.
"Eu me considero muito pró-americano, quero continuar e até reforçar o nosso relacionamento, mas é bom senso e lógica comum diversificarmos as nossas relações internacionais, especialmente em um mundo que está mudando", disse Santos, 59 anos.
Remodelar a política externa não é a única mudança abrupta que Santos está implementando na Colômbia, que recebeu US$ 6,5 bilhões em ajuda para segurança e desenvolvimento dos Estados Unidos desde 2000.
Desigualdade
De maneira surpreendente para alguns setores mais conservadores da Colômbia, ele também está pressionando por projetos que visam a redução da alarmante desigualdade de renda da Colômbia.
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