Hiromitsu Shinkawa ficou agarrado a um pedaço do telhado de sua casa, arrastada pelo tsunami de sexta-feira
Hiromitsu foi resgatado por um destróier da Marinha japonesa em alto-mar, em frente ao litoral de Fukushima, a cerca de 250 quilômetros de Tóquio. Ele foi levado de helicóptero ao hospital e passa bem.
Segundo a agência de notícias Jiji, Hiromitsu, que é morador da cidade de Minamisoma, contou que "começou a correr quando ouviu o alerta de tsunami", mas "voltou para recuperar algo em casa e foi levado pelas águas".
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Homem resgata vítimas do terremoto seguido de tsunami com um bote em Ishinomaki (13/03)
O governo do Japão dobrou o número de militares que atuam na busca por sobreviventes. No sábado, eram cerca de 50 mil e agora já passam de 100 mil. Segundo o premiê Naoto Kan, 12 mil pessoas foram resgatadas até agora.
Operações de resgate acontecem em meio a um cenário impressionante: prédios destruídos, árvores caídas e ruas tomadas por lama, carros, barcos e até pequenos aviões.
Equipes de resgate usam botes para passar por áreas inundadas, buscando sobreviventes em um mar de destroços. Segundo autoridades, a maior parte das centenas mortes registradas até agora foi causada por afogamento, após ondas gigantes arrastarem carros e casas nas cidades costeiras.
"O tsunami foi incrivelmente rápido", disse Kpichi Takairi, 34 anos, morador da cidade de Sendai, a mais próxima do epicentro do terremoto e uma das mais afetadas pelas ondas gigantes. "Carros eram arrastados à minha volta. Tudo o que pude fazer foi ficar sentado no meu caminhão", afirmou, em entrevista à agência Associated Press.
Na tentativa de impedir que o número de vítimas aumente, bombeiros sobrevoam extensas áreas do país em helicópteros tentando controlar incêndios em complexos industriais e casas de madeira.
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